existe uma trave
nos olhos suaves das manhãs
há uma estrela brilhante
no fundo da parede
fez-se luz o sangue
a penumbra despede-se
radiante na grade
o negrume se estende
em paredes lambuzadas
e viscosas de vícios
sombrio o mundo desfaz-se
nos olhos assassinos
dos sem-culpas
a força imponente
de membros desejosos
calam em espasmos jocosos
a cela fria preenche
saliva, língua, suor
- sexo solitário
prisioneiro gozo matinal
o vazio persegue
o cassetete desliza
no torpor da carne espalmada
de um caminho sem fim
Mozart
nos olhos suaves das manhãs
há uma estrela brilhante
no fundo da parede
fez-se luz o sangue
a penumbra despede-se
radiante na grade
o negrume se estende
em paredes lambuzadas
e viscosas de vícios
sombrio o mundo desfaz-se
nos olhos assassinos
dos sem-culpas
a força imponente
de membros desejosos
calam em espasmos jocosos
a cela fria preenche
saliva, língua, suor
- sexo solitário
prisioneiro gozo matinal
o vazio persegue
o cassetete desliza
no torpor da carne espalmada
de um caminho sem fim
Mozart